Bombistas
Há dias houve novo atentado no Iraque. Seis vítimas. Perpetrado por um bombista suicida. Nada de novo, portanto.
Not quite.
Este foi levado a cabo por uma bombista. Occidental. Cuja nacionalidade nos faz pensar em tipos barrigudos, pachorrentos, de bigode farfalhudo e segurando um pacote de pommes frites. Era belga. Recentemente convertida ao islamismo, decidiu acabara com a sua vida e a de mais de seis inocentes "porcos imperialistas", provavelmente em busca da divina redenção e das mil e uma virgens prometidas. Lésbica, presumo.
Tem sido até agora politicamente correcto dizer que o Islão que advoga estes actos terroristas não é o mesmo Islão do "verdadeiro" Corão, mais pacifista, mas também mais ocidental. Nada mais falso. O Islão, assim como o Catolicismo e muitas outras religiões, foi de certo modo suavizado na Europa pelo laicismo iluminista, o que o afastou das rédeas do poder secular. Onde não existe este "tempero", surgem inevitavelmente acefalismos religiosos, tanto no Médio Oriente como no resto do mundo. A religião é perniciosa? Pergunta errada. Para a resposta correcta, a religião pode ser útil, mas deve ser contida invariavelmente, sob pena de assistirmos a mais uma mulher barriguda, pachorrenta, de bigode farfalhudo e segurando um pacote de pommes frites tornar-se em mais um fogo-de-artifício numa qualquer praça de Bagdade.

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