Tuesday, June 02, 2015

Regresso

Quase nove anos depois, um regresso tentativo. Para leitores inexistentes. E para adestrar a escrita própria. Bem-vindos de novo.

Saturday, October 21, 2006

No comment...

Thursday, September 28, 2006

No comment...

Friday, September 01, 2006

Educação

Os pais fazem involuntariamente do seu filho algo de semelhante a si próprios - chamam a isso educação - não há mae que, no fundo do seu coração, duvide de ter parido com o seu filho uma propriedade, nem pai que se negue o direito de o poder sujeitar aos seus conceitos e juízos de valor. Mais ainda, outrora os pais achavam justo dispôr, a seu bel-prazer, da vida e morte do recém-nascido (como entre os antigos germanos). Tal como o pai, ainda hoje o professor, a classe, o sacerdote, o príncipe vêem em todo o novo homem uma indiscutível ocasião de nova posse. De onde se segue...

Nietzsche

Velas

O que nós somos é duas terras distantes
cujos autóctones sentem uma
como que saudade
uma como que vertigem
saudade vertigem
de uma terra distante e ignorada
somos o nosso recíproco Oriente,
compreendes?, Oriente.
E há aquele período áureo
expansionista
a transbordar de aventura
de sol
que nos faz desfraldar velas
enfuná-las pandas
partir para as moradas longínquas
onde só chegou o vento
e de onde vêm as tempestades assombrosas
e os sobejos do mar.

Supondo que lá longe
no Oriente
está a identidade
a ventura
e o nome
e o ensejo para mais viagens.
Assim, mão no cordame
pé no cabrestante
e olhos no horizonte
a provar do vêntulo e das estrelas
«Havemos de lá chegar, chiça!»

Curvo

Intróito

Depois de muito tempo, cá estou de volta. Para leitores inexistentes. E com um poema de olhar olímpico. Bem-vindos.

Wednesday, March 15, 2006

Inconfidências

"Poucas pessoas haverá que, quando lhes é difícil encontrar assunto de conversa, não revelem até os segredos mais importantes dos amigos"
Nietzsche

Tuesday, February 28, 2006

Tauromaquia

Há quem não perceba um corno de tourada.

Um dia acordei velho

Oh minha querida
não vês que escureço
que as horas me aviltam
descem diagonais
como os meus cabelos
em desistências de salgueiro
não vês que esmoreço
que o meu olhar se esvai
num brilho baço
de ocaso
uma última revoada de pardais
Oh minha querida
não vês que me despeço
que todo o gesto
que soletro
é uma vénia de lenço
um redemoinho de folhas outonais
Oh minha querida
não vês que eu anoiteço?

André Conde Morais

Tuesday, February 21, 2006

"Night and day", de Cole Porter

Like the beat, beat, beat of the tomtom,
when the jungle shadows fall.
Like the tick, tick, tock of the stately clock,
as it stands against the wall.
Like the drip, drip, drip of the raindrops,
when the summer shower is through.
So a voice within me keeps reapeating,
you, you, you.
Night and day, you are the one.
Only you beneath the moon or under the sun.
Whether near to me or far, no matter, darling, where you are,
I think of you night and day.
Day and night, why is it so,
that this longing for you follows wherever I go ?
In the raring traffic's boom, in the silence of my lonely room,
I think of you night and day.
Night and day, under the hide of me,
there's an oh, such a hungry yearning burning inside of me.
And its torment won't be through
'til you let me spend my life making love to you
day and night, night and day.